Cesta básica para 4 pessoas custou R$ 2 mil em novembro na Capital

Dieese pesquisou preços em 17 capitais; em 12 meses, redução foi de 8,63% em Campo Grande

| MARISTELA BRUNETTO / CAMPO GRANDE NEWS


Para assegurar alimentação ideal e despesas essenciais, salário mínimo deveria ser de R$ 6,2 mil, segundo Dieese (Foto: Arquivo/ Alex Machado)

O valor da cesta básica em Campo Grande em novembro alcançou R$ 682,97, com uma pequena queda, de 1,20%, mas entre as mais expressivas registradas nas 17 capitais cujos preços são pesquisados pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Em nove capitais, o instituto verificou aumento. A de Campo Grande é a sétima mais cara dentro do grupo pesquisado.

O levantamento aponta que uma família de quatro pessoas precisa de R$ 2.024,37 para se alimentar durante o mês com os alimentos incluídos na pesquisa, que inclui frutas, verduras, arroz, feijão. Conforme o Dieese, no ano, a variação nos preços representou queda de 9,33% e em 12 meses, a redução foi de 8,63%, a maior verificada.

Em análise dos dados, o Dieese informou que entre os produtos com redução do preço em Campo Grande estão a carne e o açúcar. No caso da proteína animal, enquanto houve aumento em 13 capitais no período acumulado de doze meses, Campo Grande verificou queda de 12,65%, a maior registrada entre as cidades cujos preços dos produtos são verificados. Também houve redução no preço da batata e do leite, neste caso com uma queda inferior às outras capitais.

A comparação dos valores da cesta, entre novembro de 2022 e novembro de 2023, mostrou que 12 capitais tiveram redução do preço médio, com destaque para Campo Grande (-8,63%), Belo Horizonte (-7,74%), Brasília (-6,27%) e Goiânia (-5,93%). Outras cinco cidades tiveram variações positivas: Salvador (0,03%), Natal (0,06%), Aracaju (0,94%), Fortaleza (1,47%) e Belém (1,74%). Nos 11 meses de 2023, o custo da cesta básica diminuiu em todos os municípios, com taxas entre -9,33%, em Campo Grande, e -0,67%, em Belém.

Conforme o estudo,  as altas mais importantes nos alimentos ocorreram em Brasília (3,06%), Goiânia (1,97%) e Belo Horizonte (1,91%).

O Dieese pegou como base a cesta mais elevada, que é a de São Paulo, e as despesas essenciais que devem ser cobertas pelo salário mínimo, como vestuário, moradia, alimentação e transporte, e apontou o valor de R$ 6.294,71 ou 4,77 vezes o mínimo de R$ 1.320,00 como o valor ideal. No caso de Campo Grande, o estudo apontou que a jornada de trabalho necessária para comprar uma cesta básica foi de 112 horas e 28 minutos, e o comprometimento do salário mínimo líquido para aquisição de uma cesta alcançou 55,27%.



Comentários

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE