A Polícia Civil de Brasilândia, a 382 quilômetros de Campo Grande, revelou nesta quarta-feira (25) que a menina Gabrielly Magalhães de Souza, de 10 anos, pode ter sido estuprada pelo padrasto no Dia das Crianças e em momentos antes de ser torturada e assassinada pela própria mãe, Emileide Magalhães, de 30 anos, que teve ajuda do filho de 13 anos, irmão da vítima. O crime bárbaro ocorreu no sábado passado. A mãe foi presa, assim como o marido, que já foi encaminhado para o presídio.

 
De acordo com o delegado Thiago Passos, responsável pelo inquérito, a menina supostamente foi violentada no dia anterior ou horas antes de ser morta, no entanto, isso será confirmado apenas com a conclusão do laudo de exame pericial necroscópico. 

“Ela teria se queixado à mãe justamente sobre esse último abuso, que tem indícios de violência. As investigações continuam com o intuito de angariar mais provas sobre os crimes praticados pela mãe e pelo padrasto da menina Gabrielly”, afirmou Passos em nota à imprensa. 

 
A mãe foi presa em flagrante logo após o crime. Já o padrasto foi detido na segunda-feira (23), por força de mandado de prisão preventiva. Conforme já noticiado, a polícia obteve informações de que a criança poderia ter sido estuprada pelo homem e que foi morta por cogitar denunciá-lo.

 

O homem foi interrogado e negou abusos. “Admitiu, porém, ter ficado sozinho com a enteada em uma ocasião na qual a mãe e os irmãos viajaram para o interior de São Paulo. A Polícia Civil teve informações de que a vítima foi violentada nessa ocasião, e revelou à mãe assim que ela retornou de viagem. A mãe não tomou nenhuma providência. A violência sexual ocorreu no dia 12 de outubro, Dia das Crianças”.

 

Além da violência sexual, o homem pode responder também pelo homicídio. Novas informações apontam que ele estava em casa quando a mãe saiu com a menina e o irmão dela para matá-la. “Ele alegou que não sabia de nada pois estaria dormindo nesse momento. A Polícia Civil apura a participação dele também no crime de homicídio”.

 

O crime


No corpo da criança, encontrado em um terreno, havia sinais de que ela havia sido torturada antes de ser asfixiada com um fio elétrico pela própria mãe que confessou o crime. O irmão de Gabrielly, que participou do crime, contou na delegacia que a menina implorava por socorro quando era assassinada.

 

O garoto disse achou que a mãe teria levado a irmã até o local para dar uma surra nela, mas quando chegou, derrubou a menina no chão e com um fio elétrico teria começado enforcar a filha que pedia por socorro. Neste momento, com medo, o garoto teria se escondido, mas voltado para ajudar a mãe a enterrar a criança em um buraco. A menina foi enterrada ainda viva de cabeça para baixo, ficando apenas os pés para fora do buraco.

 

Mesmo já dentro da cova, Gabrielly pedia por socorro. A mãe e o irmão da vítima deixaram o local em seguida, mas segundo o delegado a mulher ainda teria voltado ao local para averiguar se a filha estava morta, e ao perceber que ainda estava viva ficou esperando até que Gabrielly morresse.

 

Segundo as investigações, a menina havia contado no ano passado a uma coleguinha da escola, que estava sendo estuprada pelo padrasto, a amiguinha teria falado para contarem para a professora, mas a menina não quis já que teria sido ameaçada pela mãe, que sabia dos abusos.



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