Polícia prende suspeito de cometer três assassinatos em intervalo de 4 dias em Campo Grande

Alvo principal não foi localizado e dois foram presos por tráfico de drogas e mandado em aberto

| MIDIAMAX/DANIELLE ERROBIDARTE


(Foto: Divulgação)

A Polícia Civil, por meio da 5ª Delegacia de Polícia da Capital, cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nos Bairros Dom Antônio Barbosa e Aero Rancho, referentes aos homicídios de Adriano Ferreira Ocampos, João Lennon Ferreira dos Santos e Isidoro Cáceres, ocorridos nos últimos dias 26, 28 e 29 de julho, respectivamente. A suspeita é de que o autor possa ser o mesmo das três mortes.

Além disso, um mandado de prisão em aberto foi cumprido contra uma mulher no Bairro Dom Antônio. Outro homem, de 28 anos, também foi preso em flagrante por tráfico de drogas, no Bairro Aero Rancho. A mulher foi ouvida e encaminhada para cela da 2ª DP.

Segundo explicado pelo delegado Rauali Kind, existe a suspeita de que o autor seja o mesmo, mas ele não foi localizado nesta manhã. No local onde o homem de 28 anos foi preso por tráfico de drogas, os policiais encontraram um sistema de monitoramento por câmeras. “O autor mantinha até um VDR para ver a chegada de viatura policial', afirma Kind.

Assassinado na frente do filho

Adriano Ferreira Ocampos, de 34 anos, foi assassinado na frente do filho de 9 anos, no dia 26 de julho, no Bairro Los Angeles. Após executar Adriano, um dos atiradores ainda invadiu a casa atrás da irmã da vítima, que contou aos policiais que ele a perseguiu, dizendo para ela não correr. A mulher contou que se escondeu em um dos cômodos da residência e esperou até que os assassinos fossem embora.

Ela ainda revelou que, antes de Adriano ser assassinado, ela ouviu o irmão conversando por alguns minutos com um dos autores e logo depois ouviu os disparos. Os tiros atingiram o rosto, braço e tórax da vítima, que morreu no local.

A mulher ainda contou que, assim que Adriano chegou, os dois suspeitos na moto pararam ao lado. “Perdeu playboy, perdeu!', gritaram. Assustada, ela correu com o sobrinho para dentro da casa, mas mesmo assim o menino ainda teria visto o crime. “Mataram meu pai', gritou após os disparos.

Para a família, Adriano teria relatado uma ameaça que sofreu. Ele estava se relacionando com uma mulher e o ex-marido já teria a ameaçado, dizendo que ela não iria viver com mais ninguém, só com ele. O casal já estaria há mais de dois meses junto.

Outra hipótese seria uma briga que Adriano teria ‘comprado’ após o irmão ser agredido. Para se vingar, ele teria também agredido o suspeito. Apesar disso, a família não soube afirmar qual a motivação do assassinato.

Segundo relato de uma testemunha, pai e filho seguiam de motocicleta pelo bairro e o menino teria dito que eles estavam sendo seguidos. O homem parou na casa e o filho ficou aos cuidados da tia.

A criança e a tia estavam sentadas na frente da casa. Adriano entrou na residência e, assim que saiu novamente da casa, foi abordado pelos dois suspeitos que estavam em uma motocicleta. A mulher então correu com o sobrinho para dentro.

Executado com mais de 20 tiros

João Lennon Ferreira dos Santos, de 31 anos, foi executado com mais de 20 tiros no dia 28 de julho, no Bairro Jardim Canguru. Ele era suspeito da morte de Willian Henrique Matos dos Santos, de 31 anos, conhecido como 'Rosca', assassinado em março deste ano.

O assassinato de Willian aconteceu na Rua dos Topógrafos. Ele foi morto com cinco tiros na cabeça. Na época, testemunhas afirmaram aos policiais, que antes do assassinato haviam dois homens sentados em uma mureta discutindo, sendo que pouco tempo depois chegaram mais dois homens em um carro de cor preta, um Fox ou Gol, e também começaram a discutir.

Minutos depois chegou Willian em uma motocicleta e começou a discutir com todos que estavam no local. O homem que havia chegado no carro, então, sacou uma arma e atirou várias vezes em direção à vítima, que foi atingida na nuca, peito, costas e joelho, um total de cinco tiros.

Em seguida todos fugiram. Um dos suspeitos do crime, de 31 anos, foi encontrado em casa por policiais do GOI (Grupo de Operações Investigações). Ele acabou se contradizendo sobre os fatos, sendo detido e levado para a delegacia para prestar esclarecimentos.

Morto dentro de casa e 50 cápsulas recolhidas

Isidoro Cáceres, de 35 anos, foi morto a tiros no dia seguinte à morte de João Lennon, no dia 29 de julho. No local, foram recolhidas mais de 50 cápsulas de calibre 9 milímetros. Imagens de câmeras de segurança mostram que a dupla de criminosos levou apenas 40 segundos para invadir a casa de abrir fogo contra a vítima.

Para dificultar a identificação, os homens usavam capacete e jaquetas. Eles descem de uma moto e vão na direção à sala da residência, onde Isidoro estava. Vários disparos são dados na direção do homem e até uma porta de vidro se quebra.

Logo após os primeiros disparos, uma mulher, possivelmente a esposa de Isidoro, é vista no vídeo indo em direção a lateral da residência.  Os criminosos fugiram na moto logo após o crime.

Os autores estavam em uma motocicleta de cor escura. Segundo testemunhas, a dupla teria descido da moto, ambos armados com pistola, e disparado várias vezes contra Isidoro, que estava na sala de sua casa. No local também funciona um comércio de lanches.

Antes de fugir, os autores teriam efetuado disparos também contra o veículo da vítima, um Toyota Corolla branco, que segundo a polícia não tinha restrições, e foi devolvido para a esposa de Isidoro. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas a vítima já estava em óbito.



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