“Não era o momento”, diz filho de PM morto em acidente

Corpo de policial está sendo velado neste sábado em Campo Grande

| GABRIEL NERIS E CLEBER GELLIO / CAMPO GRANDE NEWS


Álvaro e Rojer, pai e filho, juntos (Foto: Arquivo pessoal)

Rojer Prates, filho do policial militar Álvaro da Silva Prates, usou as redes sociais para homenagear o pai, morto aos 58 anos em acidente de trânsito na noite de sexta-feira na avenida Nasri Siufi, em Campo Grande. Prates estava na moto que acabou atingindo o ciclista Claudecir Alves dos Santos, de 42 anos. Os dois morreram no local.

“Deveria estar aqui. Não era o momento. Meu amigo, meu pai. Única explicação plausível para mim é que Deus permitiu isso porque era o momento oportuno da sua salvação. Por onde eu passo e já passei, ouço, leio e testifico do grande homem que foi e era, do respeitoso e exemplar militar, do amigo, do fiel companheiro, do vizinho divertido, do sonhado', escreveu o filho.

Álvarao da Silva Prates trabalhou no Batalhão de Trânsito da Polícia Militar até se aposentar e completaria 59 anos de idade no dia 12 de maio.

“Lembrarei dos melhores momentos e me alimentarei deles para fortalecer a esperança e a fé. O céu será o lugar de nosso reencontro. Descansa meu comandante. Serviu com bravura e honra, é pesado esse legado, mas vou seguir firme e forte como o senhor ensinou e mostrou', completou Rojer.

No velório do PM, o primo Eduardo Pimenta, de 48 anos, subtentente da PM, conta que foi Álvaro sua influência para seguir na carreira militar. “Foram 30 anos no 9º Batalhão de Trânsito. Era muito querido profissionalmente e também depois que aposentou. Todos que o conheciam tinham o mesmo sentimento', lamentou.

O primo também citou da paixão de Álvaro pela motocicleta e, principalmente por ser PM, da responsabilidade que tinha no trânsito.

O acidente – A colisão entre a motocicleta guiada por Álvaro e a bicicleta de Claudecir ocorreu por volta das 18h de sexta-feira na região do bairro Coophavilla II.

O boletim de ocorrência confeccionado após o acidente, junto com a perícia, aponta que Claudecir não teria tomando as medidas de segurança para fazer a travessia. Com a colisão, os dois foram arremessados a cerca de 30 metros do local.

O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e o Corpo de Bombeiros chegaram a ser acionados, mas não houve tempo suficiente para os primeiros socorros.



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