Dono de fazenda próxima a Maracaju é autuado em R$ 50 mil por falta de conservação do solo

Investigações apontam que irregularidades de fazenda contribuíam para a turbidez da água de córregos

| MIDIAMAX/FERNANDA FELICIANO


A falta de medidas protetivas da fazenda, estava gerando um problema ambiental de erosões e carreamento de sedimentos para córregos. - Divulgação

A PMA (Polícia Militar Ambiental) do município de Aquidauana vem realizando levantamentos em relação a turbidez das águas de córrego por meio de vistorias em propriedades rurais para localizar a possível fonte dos problemas. As investigações iniciaram após denúncias de que o córrego das Antas estava com água turva.

Durante as fiscalizações, as equipes realizam as vistorias de erosões, falta de conservação do solo, estradas e outros elementos relacionados ao problema. Em uma das investigações, uma fazenda, localizada na borda da serra de Maracaju e próxima ao Distrito de Piraputanga, foi encontrada uma área preparada para o plantio de soja, na qual havia o gradeamento com máquinas, sem as devidas medidas de conservação do solo. A falta de medidas protetivas, estava gerando um problema ambiental de erosões e carreamento de sedimentos para córregos.

Foram encontrados à margem da serra, vários processos erosivos do tipo ravinas, provocados principalmente pelas chuvas recentes, causando carreamento de sedimento erodido da área gradeada para os leitos dos córregos Piraputanga e Benfica, os quais possuem o início de suas bacias de drenagem na base da serra de Maracaju. Além disso, verificou-se grande quantidade de valas escavadas na área gradeada, que foram construídas para enterrar os restos vegetais das leiras (amontoados vegetais).

Outra infração detectada pela PMA foi a presença exacerbada de gados na área, que também contribui para a degradação do solo e o assoreamento dos cursos d´agua, devido ao pisoteio. 

O infrator, residente em Campo Grande, foi autuado administrativamente e foi multado em R$ 50 mil. O autuado também foi notificado a apresentar um Plano de Recuperação da Área Degradada e Alterada, junto ao órgão ambiental, bem como tomar medidas protetivas de urgência.



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