“Detector de cadáver” do caso Nando ajuda a localizar ossadas de guerra civil

| ALINE DOS SANTOS / CAMPO GRANDE NEWS


Nando acumula 175 anos de pena por assassinatos em série no Estado. (Foto: Arquivo)

A metodologia utilizada em Mato Grosso do Sul para encontrar os corpos das vítimas do serial killer Luiz Alves Martins Filho, mais conhecido como Nando, foi exportada para Angola, país africano onde a busca é por mortos numa guerra civil.

De acordo com a Folha de São Paulo, a tecnologia canandense, aplicada em Mato Grosso do Sul, já foi utilizada para mapear nove pontos. O professor Ary Rezende Filho, da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), foi a Angola . O levantamento é feito pela Civicop (Comissão de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos). Uma ossada foi localizada.

Em 2016, o Campo Grande News detalhou a técnica do “detector de cadáver' durante as buscas pelas vítimas de Nando. O assassino em série apontou a localização, mas, devido ao avançar dos anos, havia dificuldade em encontrar as ossadas. O serial killer acumula 175 anos de pena.

Na ocasião, para ajudar nas buscas, o perito criminal Cícero Wagner Calixto dos Santos pediu ajuda ao professor Ary. Doutor em geografia física, o pesquisador indicou o uso do condutivímetro,  um aparelho que mede a condutividade eletromagnética do solo.

“O aparelho emite uma onda eletromagnética de aproximadamente dois metros quadrados ao em torno dele mesmo. Assim que essa onda encontra alguma anomalia embaixo do solo, ela emite uma variação eletromagnética', detalhou o professor.



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