Tenente-coronel preso durante operação contra máfia dos cigarreiros é absolvido pela Justiça

Durante a deflagração da operação em maio de 2020, sete foram presos

| MIDIAMAX


(Foto: Marcos Ermínio, Midiamax)

Foi absolvido pela Justiça das acusações de corrupção passiva, peculato e associação criminosa, o tenente-coronel Erivaldo José Duarte, que acabou preso durante a deflagração da Operação Avalanche, feita pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), em maio de 2020.

A absolvição do tenente-coronel saiu em fevereiro deste ano, quando o Conselho Estadual de Justiça rejeitou as denúncias que na época foram imputadas ao militar. Ele foi absolvido pela maioria 3x2, sendo que na mesma audiência foi absolvido, o sargento da Polícia Militar Wilgruber Valle Petzold, que virou depois da deflagração da Operação Piromania ser deflagrada pelo Gaeco, em maio de 2020. Não se sabe se a sentença foi reformada.

Operação Oiketicus III

A operação Avalanche é um desdobramento da Oiketicus e está em sua terceira fase, com cumprimentos de mandados em várias cidades do Estado. Em Dourados, a casa do comandante do 3º batalhão local da PM também foi alvo de cumprimento de mandado de busca e os agentes saíram do local com vários documentos. O comandante foi levado para o batalhão de polícia da cidade e contra ele havia um mandado e prisão.

A primeira fase da Operação Oiketikus foi desencadeada pelo Gaeco do Ministério Público Estadual e pela Corregedoria Geral da Polícia Militar, em 2018 e levou a prisão cerca de 29 policiais que foram denunciados por corrupção passiva e organização criminosa, por integrarem a chamada “Máfia dos Cigarreiros'.

As investigações iniciaram em abril de 2017 e apontaram que policiais militares de Mato Grosso do Sul davam suporte ao contrabando, mediante pagamento sistemático de propina, interferindo em fiscalização de caminhões de cigarros para que não ocorressem apreensões de cargas e veículos, além de adotarem outras providências voltas para o êxito do esquema criminoso. Os cigarreiros agiam associados desde o início de 2015, estruturalmente ordenados e com divisão de tarefas. As atividades eram desenvolvidas em dois grandes núcleos.



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