Polícia Federal faz operação contra PCC na fronteira e casa de ‘Bonitão’ é alvo

Cinco imóveis usados pela facção na fronteira são alvos de buscas pela PF

| MIDIAMAX


(Divulgação)

A facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) é alvo de uma operação coordenada entre a Polícia Federal do Brasil e o Senad (Secretaria Nacional Antidrogas), na manhã desta quinta-feira (110, em Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta Porã a 346 quilômetros de Campo Grande.

São seis operações simultâneas com cinco imóveis como alvo da operação. Os imóveis são pertencentes ao PCC, que usava apartamentos e imóveis comerciais para o tráfico de drogas e como esconderijo. A operação desta quinta (11) tenta atingir as bases operacionais da facção na fronteira. Membros da facção já foram presos, mas os nomes ainda não foram revelados.

A polícia está na busca de capturar os líderes e gerentes da facção, responsáveis por grande parte dos eventos violentos que vêm ocorrendo na fronteira. Em um dos imóveis, os policiais encontraram grande quantidade de pés de maconha em um laboratório montado pelos criminosos.

Um dos imóveis alvos, na rua Comuneros Casi Cerro Leon pertenceria ao líder da facção, Giovanni Barbosa da Silva, o Bonitão. Relatórios apontam que na casa estão guardados veículos usados pelo PCC.

Bonitão

No dia 15 de janeiro deste ano, Giovanni Barbosa da Silva, o Bonitão, liderança do PCC (Primeiro Comando da Capital) foi removido para o Presídio Federal de Catanduvas (PR). Ele foi expulso no dia 10 do Paraguai e extraditado.

Giovanni foi alvo da Operação Exílio da Polícia Federal, que ocorreu em Ponta Porã e São Bernardo do Campo (SP). Na operação, um membro do PCC que estava foragido de São Paulo chegou a ser preso. No cumprimento dos mandados de busca apreensão, foram apreendidos 14 granadas, 4 fuzis, 2 pistolas Glock, 250 quilos de maconha e R$ 50 mil em espécie.

Também foram apreendidos 7 carros de luxo, entre eles uma Mercedes e uma Range Rover. Segundo a Polícia Federal, o armamento seria usado em uma empreitada do PCC, mas não foram revelados mais detalhes. O grupo foi investigado por aproximadamente três meses, após a quadrilha ser descoberta por conta de uma grande movimentação de carros luxuosos na casa dos alvos. Giovanni conseguiu driblar a polícia e ficou foragido. No entanto, acabou preso no dia 9 de janeiro.



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