PCC iniciou guerra para exterminar grupo rival e assumir comando da fronteira de MS

Autoridades do Paraguai apontam facção como autora de quádrupla execução

| MIDIAMAX


Dinheiro e fuzil apreendidos com integrantes do PCC na fronteira. Foto: ABC Color

Autoridades do Paraguai afirmam que a facção criminosa brasileira PCC (Primeiro Comando da Capital) iniciou guerra na fronteira, com objetivo de exterminar rivais e assumir o comando do tráfico de armas e drogas. Os alvos principais são aliados do grupo de Fahd Jamil, visto como principal obstáculo para conquista do poder, assim como já foi Jorge Rafaat Toumani, assassinado em emboscada ocorrida em 2016.

O comissário Gilberto Fleitas, da Polícia Nacional do país vizinho, disse que a facção teria sido responsável pela execução dos quatro jovens encontrados na quinta-feira em uma cova rasa na região de Pedro Juan Caballero, município paraguaio localizado na linha internacional com Ponta Porã, a 346 quilômetros de Campo Grande. Foram mortos na ocasião Riad Salem, Felipe Bueno, Muriel Correa e Gustavo Torales. 

Riad e Muriel são sobrinhos de Fadh Jamil. Já Gustavo era funcionário do cassino de Jamil. De acordo com o jornal ABC Color, a Polícia Nacional já prendeu dois homens e uma mulher, todos brasileiros, durante investigações dos homicídios. “Jamil está fugindo, então acho que ele está um enfraquecido e vai ser retirado do mercado por outra organização criminosa", relatou Fleitas ao explicar os motivos da investida do PCC.

Ou seja, a facção aproveita o momento ruim por qual passa o grupo de Jamil, que já foi alvo, inclusive, da Operação Omertà, deflagrada há poucos meses para desarticular organizações criminosas ligadas ao tráfico de armas e drogas que atuavam em Mato Grosso do Sul. “Jamil está foragido e as forças de segurança do Paraguai e a Polícia Federal do país vizinho [Brasil] acreditam que ele esteja no Brasil", pontuou.



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